sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ivan Jaf é um dos autores presentes na 7ª Jornadinha Nacional de Literatura

Ivan Jaf nasceu no Rio de Janeiro, em 1957, e se tornou escritor de uma forma bastante curiosa: em Londres – cidade onde foi morar após abandonar as duas faculdades que cursava (Jornalismo e Filosofia) – apaixonou-se por uma máquina de escrever, numa feira de antiguidades, e comprou a máquina. Dessa forma começou sua carreira pelo universo das letras. Atualmente, tem mais de sessenta livros publicados, a maioria para o público infantojuvenil, alguns deles premiados. Tem peças de teatro encenadas e é roteirista de histórias em quadrinhos e cinema. Seus temas são os mais variados, de terror e ficção científica a comportamento jovem e história do Brasil, trazendo para seus livros a corte portuguesa, dragões, mestres da literatura, super heróis, robôs, e sua especialidade, os vampiros. O autor estará presente na 7ª Jornadinha Nacional de Literatura nos dias 30 e 31 de agosto, conversando com os alunos de 6º a 9º anos do Ensino Fundamental.
Um de seus livros de maior sucesso, indicado para a 7ª Jornadinha, é O vampiro que descobriu o Brasil (Ática), que faz parte da coleção Memórias de Sangue. Publicado em 2000 em comemoração aos quinhentos anos do descobrimento do país, o livro traz a história do taverneiro Antônio Brás, que vivia tranquilo até que um cliente raivoso mordeu o seu pescoço e o transformou em algo surpreendente e inesperado: um vampiro. Antônio embarca numa aventura atrás desse homem misterioso após descobrir que o único jeito de voltar ao normal é matando-o. Mas como encontrá-lo? Das caravelas de Pedro Álvares Cabral à Brasília atual esse vampiro acompanha 500 anos de história do Brasil, atrás de seu algoz, o Velho.
Leia, abaixo, um trecho da obra:

“Foi um começo complicado para Antônio. Segundo Domingos, quando um vampiro criava outro, encarregava-se também de sua educação. Ele, no entanto, fora abandonado à própria sorte e estava numa terra desconhecida, a sete mil quilômetros de casa.
Ao voltar à praia, depois de passar a noite na mata procurando o Velho, viu a armada de Cabral levantando âncora. O sol ameaçava nascer. Por sorte encontrou outro barril vazio jogado na areia e teve tempo de entrar nele para passar o dia.
Estava preso ali, mas com certeza o Velho também. Que lugar era aquele? Na certa, uma ilha. Havia tantas pelo caminho. Canárias, Madeira, Açores, Cabo Verde... Nas noites seguintes andaria por todo lado e haveria de encontrar o Velho, recuperar sua alma mortal e voltar para casa.”

(JAF, Ivan. O vampiro que descobriu o Brasil. São Paulo: Ática, 2007)

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